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Consumo

O número de cigarros consumidos em todo o mundo está finalmente diminuindo. Muitos dos maiores mercados da indústria do tabaco são países altamente populosos na Ásia, sendo que o crescimento mais rápido ocorre sobretudo na África e região mediterrânea oriental.

Aproximadamente 5,7 trilhões (5.700.000.000.000) de cigarros foram fumados em todo o mundo em 2016. Embora o consumo geral tenha diminuído levemente nos últimos anos, a trajetória futura do controle mundial do tabaco ainda é incerta. Apesar do compromisso retórico de alguns na indústria do tabaco em direção a um mundo livre do tabagismo, todas as principais empresas de tabaco continuam a fazer agressivamente propagada de cigarro e a lutar vigorosamente contra o controle de tabaco em todo o mundo. A redução significativa do índice de tabagismo no Reino Unido, na Austrália, no Brasil e em outros países que implementaram as leis de controle de tabaco mais avançadas do mundo foi quase totalmente compensado pelo consumo crescente em muitos países com normas de controle de tabaco mais fracas.

A previsão é que o consumo de cigarro aumente em muitos países com baixo e médio IDH em virtude de um desenvolvimento econômico dinâmico e do crescimento contínuo da população. Por exemplo, o número de fumantes deverá aumentar em 24 milhões na Indonésia e em 7 milhões na Nigéria de 2015 a 2025. A China, cuja população consome mais de 40% dos cigarros consumidos mundialmente, continua a ser um desafio. Embora o consumo de cigarros na China tenha começado a cair, metade dos chineses adultos do sexo masculino continuam a fumar. Sem políticas de prevenção apropriadas, um bilhão de vidas serão perdidas neste século no mundo em virtude do tabagismo.


Consumo de cigarro

Número de cigarros consumidos por pessoa por ano: idade ≥ 15, 2016; as estimativas são referentes ao consumo de cigarros produzidos por máquina ou de enrolar manualmente vendidos legalmente

” Outro desafio é abordar o consumo de cigarros entre subpopulações específicas no âmbito dos países. O consumo de cigarro está associado a um status socioeconômico mais baixo, mesmo em países com baixo e médio IDH. Outras populações vulneráveis com alta prevalência de tabagismo incluem determinados grupos étnicos/raciais, os doentes mentais [ver Comorbidades] e, em alguns países, a comunidade LGBT. Essas desigualdades em termos de tabagismo podem ser reduzidas com o uso de medidas de controle de tabaco direcionadas. Por exemplo, a receita proveniente de aumentos de impostos sobre o cigarro poderia ser direcionada para o financiamento de programas de prevenção e cessação do tabagismo para grupos desfavorecidos. O monitoramento rigoroso do uso de tabaco é crucial para a implementação de estratégias de controle de tabaco eficazes. Embora muitos países tenham registrado um bom avanço no levantamento do índice de tabagismo, geralmente não existem estimativas do número de cigarro consumidos. Com frequência, as únicas estimativas do consumo de cigarros são provenientes de empresas de pesquisa de mercado, que acompanham a venda de cigarros. Os esforços no Reino Unido para estimar o consumo de cigarros é excepcional: as estimativas do consumo anual de cigarros da agência Her Majesty’s Revenue and Customs não só fornecem informações valiosas sobre as tendências da epidemia de tabagismo no Reino Unido, como também fazem parte de um esforço mais amplo do governo para entender o âmbito do problema do comércio ilegal de cigarros no país [ver Comércio Ilegal]. Mais países deveriam tentar seguir as boas práticas do Reino Unido.


Tabagismo e Riqueza

Disparidades do consumo de cigarros em países selecionados da Pesquisa Mundial de Tabaco entre Adultos, por grupo social

As pessoas nos grupos socioeconômicos mais baixos tendem a fumar mais

Tabagismo Pesado

Em alguns países que conseguiram reduzir a prevalência do tabagismo com políticas de controle de tabaco bem sucedidas, como o Canadá, a Dinamarca e os Estados Unidos, as pessoas que continuam a fumar normalmente fumam muito, um maço por dia.

Referências

Euromonitor International. "Passport Database." London, UK, 2017.

“Existe concorrência de vício no mercado — os produtos que mais viciam ganham. Com pesquisa, elas [empresas], como as companhias de cigarro, podem descobrir qual ingrediente é mais eficaz para aumentar as vendas/vício. […] elas relutam em abrir mão dessas oportunidades de lucro, não importando os custos para a sociedade”.

– Joseph E. Stiglitz, Recipiente do Prêmio Nobel Memorial em Ciências Econômicas, 2008


Referências

Stiglitz JE. Toward a general theory of consumerism: Reflections on Keynes’s Economic possibilities for our grandchildren. Pecchi L, Piga G (Red) Revisiting Keynes Econ Possibilities Our Gd. 2008;41–86. DOI:10.7551/mitpress/9780262162494.003.0004